Blaze Bayley


Depois de mais de uma centena de audições, Steve Harris escolheu Blaze Bayley para ser o 3º vocalista oficial de Iron Maiden. Harris já conhecia Bayley, pois a banda deste na altura, Wolfsbane, chegou a abrir alguns shows de Maiden. Como consequência da saída de Blaze Bayley, os Wolfsbane encerraram funções. Durante 5 anos, de 1994 a 1999, Blaze foi o vocalista principal da Dama de Ferro e também o menos popular. Nestes 5 anos, Blaze gravou 2 álbuns com os Iron maiden: "The X Factor" e "Virtual XI". No entanto, a era Blaze acabou por ser marcada por uma perda de popularidade da banda. Os 2 álbuns com Blaze foram, na generalidade, mal recebidos pela crítica e pelos fãs mais conservadores e alguns mais acérrimos. Durante a Virtual XI World Tour, consta que o guitarrista Jannick Gers já não suportava ouvir a voz de Blaze. Com a quebra de popularidade a acentuar-se, Steve Harris decidiu convidar Bruce Dickinson para regressar e Blaze acabou por deixar o quinteto por mútuo consentimento. Foi uma saída pacífica e cordial. Tanto assim é, que, nos dias de hoje, Blaze ainda é amigo dos ex-companheiros. Na minha opinião, Blaze Bayley foi e é um bom vocalista e o fardo que ele herdou era demasiado pesado, visto ser extremamente complicado substituir um frontman como Bruce Dickinson, acabando por ser alvo de algumas críticas injustas. Tanto "The X Factor" como "Virtual XI" são bons álbuns, sendo o último um dos meus favoritos. A crítica negativa que se poderá fazer à era Blaze é relativa aos temas da era Dickinson interpretados ao vivo: a voz de um e de outro são muito diferentes e Blaze tentava cantar no tom de Bruce e não saía bem, apesar do seu empenho. Pontualmente, uma ou outra música sim ("Afraid to Shoot Strangers", "Heaven Can Wait"), mas na generalidade não. Blaze cantava bem os seus temas e os da era Paul Di'Anno, mas espalhava-se ao comprido em mais de 90% das faixas da era Bruce Dickinson. Mas neste caso, a responsabilidade maior tem de se atribuir aos companheiros, em geral e a Steve Harris, em particular o qual, embora, seja um grande músico e compositor, acabou por falhar neste aspecto, pois não fez o trabalho de casa, ou seja: adaptar os temas da era Dickinson à voz de Blaze. Quando saiu dos Iron Maiden, Blaze Bayley formou a banda Blaze, que lançou o 1º álbum em 2000, denominado "Sillicon Messiah". Actualmente, tem uma carreira a solo.
Álbuns
"The Man Who Would Not Die" (2008)
"Best Of" (compilação) (2008)
"The Night that will not Die" (registo ao vivo) (2009)
"Promise and Terror" (2010)
"The King of Metal" (2012)
"Infinite Entanglement" (2016)
"Endure and Survive: Infinite Entanglement Part II" (2017)
"The Redemption of William Black: Infinite Entanglement Part III" (2018)
"Live in France" (registo ao vivo) (2019)
"Live in Czech" (registo ao vivo) (2020)
"War Within Me" (2021)
"Damaged Strange Different and Live" (registo ao vivo) (2023)